O que nos impede de confiar em Deus?

Você anda inquieto e preocupado demais com as necessidades da vida? Pare e leia esta mensagem!

Jesus exigia confiança Nele. Há muitas passagens nos Evangelhos onde Ele recrimina os Apóstolos e outras pessoas por não confiarem Nele plenamente. Ele exigia isso para fazer os milagres. Diante daquela mulher que tinha uma hemorragia contínua ele disse: “Tem confiança, minha filha, tua fé te salvou. E a mulher ficou curada instantaneamente” (Mt 9, 22). Após acalmar aquela tempestade no mar da Galileia, Ele perguntou aos discípulos: “Por que este medo, gente de pouca fé?” (Mt 8,23). Em sua cidade, Nazaré, diz o evangelista São Mateus que “por falta de confiança deles, operou ali poucos milagres” (Mt 13,58).

É impressionante notar como Jesus curava os que Nele depositavam confiança. Os dois ceguinhos de Jericó gritavam: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de nós” (Mt 20,29) e Ele os curou. O mesmo Ele fez como filho daquela obstinada mulher cananeia que implorou ao menos “as migalhas que caem da mesa do senhor” (Mc 7,24). E assim foram muitos casos. Ele disse que: “Tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado” (Mc 11,24).

Jesus manda-nos ter confiança absoluta em Deus: “Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado (Mt 6,25-34).

Apesar de todas essas palavras contundentes de Jesus, exigindo que não nos preocupemos e não nos inquietemos com as necessidades da vida, quem de nós não se preocupa e não vive cheio de preocupações, perdendo o sono e a saúde?

Por que isso nos acontece? Certamente porque nossa fé não é suficientemente forte em Deus; o que faz com que não nos abandonemos em suas mãos como a criança no colo da mãe. Falta-nos uma fé mais robusta, como faltou aos Apóstolos que lhe pediram: “Senhor, aumenta a nossa fé!”. Precisamos, então, fortalecer a nossa fé. Como? É um exercício diário, colocando-nos nas mãos de Deus como filhos amados que somos, colocando em nossa mente e em nosso coração o que Ele disse: Quando o filho pede pão, o pai não lhe dá uma pedra, quando pede um ovo não lhe dá um escorpião (Lc 13,11s).

A fé precisa ser fortalecida para aprendermos a confiar em Deus. São Paulo diz que “o justo vive pela fé” (Rm 1,17); e perguntou: “se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31).

A fé precisa ser exercitada no dia-a-dia; em cada dificuldade, em cada problema, em cada luta, colocando tudo nas mãos de Deus e fazendo a nossa parte.

Santo Agostinho disse: “Entrega-te a Deus, não temas, porque, se ele te coloca na luta, certamente não te deixará sozinho para que caias”.

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja, disse que: “Assim como foi a nossa confiança, do mesmo modo serão as graças de Deus. Uma grande confiança merece grandes coisas. Deus não quer atender-nos, se não estivermos certos de ser atendidos”.

Fé é crer no que não vemos, e o prêmio da fé é ver o que cremos. Deus vai agir em nossa vida na mesma proporção de nossa fé e de nossa entrega em Suas mãos. A compreensão das realidades da fé nos são ocultas por Deus para que tenhamos méritos em crer. Deus se alegra quando confiamos Nele sem compreender o que está acontecendo.

Para conseguirmos nos entregar a Deus com fé precisamos alimentar a nossa amizade com Ele pela oração de intimidade e pela pureza do coração.

Santa Teresa disse que: “Quando o homem caminha revestido de fé, o mal não o atinge porque, com a fé, muito mais do que com todas as outras virtudes, está bem protegido contra o demônio, que é o mais forte e astuto inimigo. Sei, por experiência, que se alguém, desde o começo, toma a resolução de fazer alguma coisa por Deus, por difícil que seja, nada tem a temer”. “Ah! meu Senhor! Todo mal nos vem de não termos os olhos fixos em Vós.”

Prof. Felipe Aquino

Rezai:

Pai Nosso

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. Amém

Fonte: cleofas

Adaptado por: Orador do Poder

O que é renunciar a si mesmo?

No Evangelho da Missa de quinta-feira, após a Quarta-feira de Cinzas, Jesus nos faz uma exigência radical, sem meias palavras:

“Em seguida, dirigiu-se a todos: Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?” (Lc 9,23).

Jesus faz três exigências a quem quer ser seu discípulo:

1 – Renunciar a si mesmo;

2 – tomar a sua cruz a cada dia; e

3 – segui-lo.

Mas, o que é renunciar a si mesmo?

Certa vez alguém me disse: “Penso que renunciar a mim mesmo é algo mais difícil do que carregar a cruz. Renunciar a si mesmo é querer, de coração, deixar de fazer, ser, crer, o que queremos para nós, para nossa vida…e por amor a Deus, fazer o que Ele nos pede. Talvez com uma resignação mais intensa que a dos pais pelos filhos. É saber ser humilde, desprendido, é crer com o coração que Deus nos basta”. É uma boa reflexão.

A exigência de Jesus tem uma profunda razão: o pecado original – disse o papa João Paulo II – “tirou os nossos olhos do Criador e os voltou para as criaturas”. Nos fez egoístas, egocêntricos, de certa forma ególatras, adoradores de nós mesmos. A queda original adoeceu a nossa natureza; então, devemos abandonar as suas preferências é, de novo, com a graça de Deus, buscar as do Senhor. Aquilo que foi estragado deve ser abandonado; não é assim que fazemos com as comidas azedas?

Se Jesus manda que renunciemos a nós mesmos, isto é, a nossa vontade, trocar os nossos planos e desejos pelos Dele , é porque há algo de errado em nossas preferências, e que não nos faz felizes. É como se dissesse: “foge disso, lhe faz mal!”.

Renunciar a si mesmo não é jogar fora as suas qualidades e muito menos enterrar os talentos; ao contrário, é desenvolvê-los para usar segundo a vontade de Deus para a nossa vida. O pecado original nos fez ficar “brigando com Deus”, disputando entre fazer a vontade Dele e a nossa. Quando fazemos a nossa ao invés da Dele, estamos pecando. É o mesmo que Adão e Eva fizeram no Paraíso e depois ficaram com medo de Deus e se esconderam do Criador.

Não há vontade melhor para a nossa vida do que a de Deus. Ora, será que existe alguém que seja mais sábio,bm_aventurados_menor douto e santo que Deus? Será que alguém nos ama mais do que Ele? Então, por que temer Sua vontade? O Pe. Charles Foucauld, eremita do deserto, rezava a “Oração do abandono”:

“Pai, entrego-me nas Tuas mãos; faça de mim o que o Senhor quiser. Estou pronto para tudo e aceito tudo, desde que a Vossa vontade se realize em mim e em toda as criaturas. Deponho minha alma nas Tuas mãos, porque para mim é necessidade de amar, dar-me e entregar-me nas Tuas mãos, porque és o meu Pai.”

Fazer a vontade de Deus é, em primeiro lugar, fugir de todo pecado; é uma luta contra nós mesmos; por isso Jesus disse que “o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam”. (Mt 11, 12). Os violentos consigo mesmos; não com os outros. E isso é possível, com a graça de Deus, basta olhar a vida dos santos. É difícil renunciar a si mesmo; mas se Jesus manda isso, então, não pode nos negar a graça necessária.

Santo Agostinho lembra-nos que “o que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”. Por nós mesmos não conseguimos nos renunciar; Jesus avisou: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Então, a primeira providência é pedir ao Senhor: “Tem compaixão de mim; não sou capaz de abandonar o que eu quero para fazer o que Tu queres! Socorre-me com Tua graça”. É preciso ser mendigo de Deus para ser atendido por Ele. Só damos uma esmola a quem de fato não tem nada.

Jesus disse aos Apóstolos na Santa Ceia: “Se me amais guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15); isto é fazer o que Deus quer. Os 10 Mandamentos são a base da Moral católica; quem quiser “renunciar a si mesmo”, comece por obedece-los. Podemos também examinar a nossa conduta à luz dos pecados originais que a Igreja nos ensina que são os piores (soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça).

Renunciar a si mesmo é também não gastar o tempo e a vida com futilidades. João Paulo II dizia que “o cristão não pode viver uma vida na mediocridade”. Não podemos perder tempo com programas fúteis, vazios, que não deixam um crescimento para nós e para os outros. Jesus manda “buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33). Jesus diz que “quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á”. É um “sacrifício” mesmo, de nossa vontade, para fazer a Dele. Perder a vida para ganhá-la.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: cleofas

Adaptado por: Orador do Poder

Bem-aventurados os puros de coração

“Bem aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5,8).

A pureza de coração foi colocada por Jesus entre as oito bem-aventuranças, pois, não pode faltar na vida do santo. E São Paulo faz eco às palavras de Jesus, ao dizer aos tessalonicenses:

“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza, que cada um de vós saiba possuir o seu corpo em santificação e honestidade, sem se deixar levar pelas paixões desregradas como fazem os pagãos que não conhecem a Deus… Deus, não nos chamou para a impureza, mas para a santidade” (1Ts 4,3-7).

Jesus, embora misericordioso com aqueles que eram vítimas do pecado da carne, Madalena, a mulher adúltera, a samaritana do poço de Jacó, em Sicar, etc., no entanto, foi duro contra esse pecado. Na verdade, ele é radical nesse ponto. No Sermão da Montanha ele não deixa dúvidas:

“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,28).

Mais do que um corpo puro, Jesus exige um coração puro, uma mente pura, liberta das escravidões. A castidade, antes de ser uma virtude do corpo, é uma virtude da alma. Acabamos realizando aquilo que concebemos no coração. O Apóstolo São Tiago explica isso:

“Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1,13-15).

O pecado original desvirtuou a beleza das faculdades de nossa alma, entre elas, a sensualidade. Colocada em nós, para ser o veículo do amor para o casal, nos aspectos unitivo e procriativo, tornou-se, pela concupiscência, uma fonte de desordem, se não for redimida pela graça de Deus. O coração do homem foi ferido de morte pelo pecado, por isso dele é que procede agora todo o mal da criatura:

“Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele… Porque é do coração que provém os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,10-19).

Jesus quer limpar o nosso coração de tudo isso, e para tal derramou o seu sangue.

A castidade unifica a pessoa e coloca à sua disposição todas as suas energias físicas, racionais e espirituais.

Mahatma Ghandi, mesmo não sendo cristão, bebeu no Sermão da Montanha os ensinamentos de Jesus. Aos quarenta anos decidiu, de comum acordo com sua esposa, renunciarem à vida sexual, tal era o valor que dava à castidade. E não tinha dúvidas em afirmar que: ‘a educação sexual deve ter como objetivo o superamento e a sublimação da paixão sexual’. E dizia que: ‘a vida sem castidade parece-me vazia e animalesca. Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor, torna´se efeminado e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço’.

Ao falar da força da Igreja dizia:

”Eu penso que é exatamente graças ao celibato dos seus sacerdotes que a Igreja católica romana continua sempre vigorosa”. Para Ghandi, a castidade significa o controle de todos os órgãos do sentido, não apenas o sexo. Para ele, ‘aquele que dominou os sentidos é o primeiro e o mais importante dos homens’.

Sem dominar as paixões, do sexo, da gula, dos olhos, do ouvido e da língua, o homem não tem paz e tranquilidade, pois elas são para o coração o que as tempestades são para o oceano, como dizia Ghandi.

É importante notar como um grande homem, não cristão ‘embora fascinado por Cristo e pelo Evangelho’ valorizava tanto a castidade e a temperança.

Perseguindo uma pureza integral, Jesus acrescenta:

‘Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o para longe de ti, porque te é preferível perder-se um só de teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena’ (Mt 5,29).

E mais:

‘O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mal estado, todo o teu corpo estará nas trevas’ (Mt 6,22).

Como se peca hoje com os olhos! Praticamente não há mais um veículo de comunicação, que não tenha se transformado em veículo de pornografia e imoralidade. A televisão, o cinema, as revistas, os videos, etc., trazem a marca profunda de um sexo ascintoso. As campanhas vergonhosas para que o povo use a ”camisinha”, levada a efeito pelas próprias autoridades, revelam a grande decadência moral da nossa civilização. Incita-se ao pecado, sem a mínima vergonha!

Para São Paulo o pecado da impureza é grave porque atenta contra a santidade do corpo, que é o tempo santo de Deus:

‘Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo, e os farei membros de uma prostituta? De modo algum. Ou não sabeis que o que se ajunta à prostituta faz´se um só corpo com ela?’ (1Cor 6,15-16).

Oremos:

Glória ao Pai

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era, no princípio, agora e sempre. Amém

E o apóstolo insiste no assunto:

‘Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual vos foi dado por Deus?’ (6,19).

‘Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus, que sois vós, é santo’ (1Cor 3,17).

São Paulo, ao contrário dos maniqueistas dualistas do seu tempo, que desprezavam a matéria e o corpo, enfatiza a sua importância e convida-nos a darmos glória a Deus pela pureza dos nossos corpos:

‘Não sabeis que assim já não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai pois a Deus no vosso corpo’ (1Cor 6,19).

‘O corpo não é para a fornicação e, sim, para o Senhor, e o Senhor é para o corpo’ (6,13).

É preciso notar que para São Paulo a gravidade da impureza está no fato de sujarmos o Corpo de Cristo, já que, pelo Batismo, somos os seus membros. A vida sexual afeta a pertença a Cristo e deve ser compatível com a dignidade de membro do seu corpo.

Aos casados, a fim de evitarem o adultério, o apóstolo ensina:

‘Para evitar a fornicação, tenha cada homem a sua mulher e cada mulher o seu marido’ (1 Cor 7,2).

A moral católica reconhece a legitimidade da vida sexual somente no casamento. No entanto, não reconhece como legítimas todas as formas de relações sexuais. O que não está de acordo com a natureza não está de acordo com a lei de Deus. Assim, o sexo oral ou anal, e outras estrepolias, não são legítimas para o casal cristão.

Sobre esse assunto diz o Catecismo da Igreja:

‘Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido’ (N.2362).

E de forma alguma a Igreja aceita o adultério:

”O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros” (Hb 13,4).

Mais do que em outros assuntos, é indispensável a vigilância e a oração, que Jesus recomendou aos apóstolos, pois ‘a carne é fraca’. Entre os muitos conselhos sábios o livro do Eclesiástico nos diz:

”Não olhes para a mulher do outro, e não te ponhas junto do teu leito” (41,27).

‘Não lances olhares para uma mulher leviana, para não acontecer que caias em suas ciladas’ (9,3).

‘Não detenhas o olhar sobre uma donzela, para não acontecer que a sua beleza venha a causar tua ruína’ (9,5).

O Catecismo da Igreja, de maneira clara, condena o que chama de ‘as ofensas à castidade’. É a palavra oficial da Igreja. São os seguintes casos:

”Luxúria” desejo desordenado do prazer sexual, quando buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e da união (nº 2351).

”Masturbação” excitação voluntária dos órgãos genitais a fim de conseguir um prazer sexual. Ato intrínseco e gravemente desordenado (nº 2352).

”Fornicação” união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. ‘É gravemente contaria à dignidade das pessoas e da sexualidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e a educação dos filhos’ (nº 2353).

”Pornografia” retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Atenta gravemente contra a dignidade daquele que a pratica (nº 2354).

”Prostituição” viola a castidade à qual a pessoa comprometeu no seu batismo e mancha, seu corpo, templo do Espírito Santo. É um flagelo social. (nº 2355).

”Estupro” penetração à força na intimidade sexual da pessoa. Fere a justiça e a caridade. É sempre um ato intrínsecamente mau (nº 2356).

”Homossexualidade” sua origem psiquíca continua amplamente inexplicada. ‘Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1-29 ; Rm 1,24´27; 1 Cor 6,10; 1 Tm 1,10), a tradição sempre declarou que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários a lei natural. Em caso algum podem ser aprovados´(nº 2357).

São Paulo fala muitas vezes em suas cartas sobre a impureza:

‘Fornicação e qualquer impureza ou avareza nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos’ (Ef 5,3).

‘Pois é bom que saibais que nenhum fornicário ou impuro ou avarento ‘que é um idolatria’ tem herança no Reino de Cristo e de Deus’ (5,5).

É interessante notar como o Apóstolo chama a atenção para as conversas obcenas:

‘Nada de baixezas, de conversas impróprias, de palavras incovenientes; em vez disso, ações de graça (5,4).

E Paulo mostra o perigo também do excesso no beber: ‘Não vos embriagueis com vinho, que leva à luxúria, mas enchei-vos do Espírito’ (5,18).

Prof. Felipe Aquino

Fonte: cleofas

Adaptado por: Orador do Poder

Quereis conhecer a vida do Coração de Jesus?

A devoção ao Coração de Jesus tem um duplo objetivo. Principalmente, honrar, pela adoração e o culto público, o Coração de carne de Jesus Cristo, e, depois, o amor infinito de que este coração se abrasou por nós desde a sua criação, e que ainda O consome no Sacramento de nossos altares.

Tudo o que pertence à pessoa do Filho de Deus é infinitamente digno de veneração. A menor parcela de seu Corpo, uma gotazinha de seu Sangue, merece as adorações do Céu e da Terra. Até mesmo as coisas desprezíveis em si mesmas se tornam veneráveis ao mero contato com sua Carne, tais como a cruz, os cravos, os espinhos, a esponja, a lança e todos os instrumentos de seu suplício.

Quanto não se deve, pois, venerar seu Coração, cuja excelência se baseia na sublimidade das funções que exerce, na perfeição dos sentimentos que produz e das ações que inspira!

Poucas pessoas meditam nas virtudes, na vida, no estado de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento. Quantas O consideram como uma estátua, e pensam que Ele aí está somente para nos perdoar e receber as nossas súplicas. É um erro. Nosso Senhor aí vive e opera. Contemplai-O, estudai-O, imitai-O!

Podemos dirigir ao Divino Coração de Jesus as orações, homenagens e adorações que oferecemos ao próprio Deus.

Ah! Quanto se enganam os que, ouvindo estas palavras: “Ó Coração de Jesus”, dirigem todos os seus pensamentos ao órgão material, considerando esse Coração um membro sem vida e sem amor, tratando-O apenas como relíquia santa.

Enganam-se ainda os que pensam que esta devoção divide Jesus Cristo, e, assim, restringem ao seu Coração um culto que deve ser prestado à sua Pessoa toda. Não se convencem de que não excluímos as outras partes do composto divino do Homem-Deus, quando honramos o Coração de Jesus, porquanto, venerando-Lhe o Coração, queremos celebrar todos os atos, a vida total de Jesus Cristo, que é a manifestação exterior de seu Coração.

Ao Coração de Jesus, vivo no Santíssimo Sacramento, honra, louvor, adoração e realeza por todos os séculos dos séculos! (cf. Ap 5,12-13).

Oremos antes continuar a leitura:

Glória a Deus nas alturas

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo na glória de Deus Pai. Amém

Cerquemos portanto a Eucaristia de nossas adorações, de nosso amor.

Assim como se formam no sol e dele se irradiam os raios ardentes que fertilizam a terra e conservam a vida, do mesmo modo é do coração que emanam as doces e fortes influências que comunicam o calor vital e o vigor a todos os membros do corpo.

Se o corpo enfraquece, o corpo todo definha; se o coração sofre, os membros sofrem também, os órgãos não funcionam regularmente e o organismo todo se abala.

A função do Coração de Jesus foi vivificar, fortificar, sustentar todos os seus membros, órgãos e sentidos, por influências contínuas, como o princípio das ações, dos afetos, das virtudes e de toda a sua vida do Verbo Encarnado. É que o coração, no dizer dos filósofos, é o foco do amor, e visto que foi o amor o móvel da vida de Jesus, é ao seu Coração que devemos referir todos os seus mistérios e todas as suas virtudes.

Assim como os olhos veem e os ouvidos ouvem, o coração ama. É o órgão da alma na produção dos afetos e do amor, tanto que, na linguagem vulgar, confundem-se estas duas expressões, designando-se o coração para exprimir o amor e este para significar aquele.

Quereis conhecer a vida do Coração de Jesus? Ela se divide entre o Pai Celeste e nós.

Protege-nos, e, enquanto encerrado numa Hóstia frágil, o Salvador parece dormir o sono da impotência, o seu Coração vela. “Ego dormio et cor meum vigilat” (Ct 5,2).

Vela quando pensamos n’Ele e quando não pensamos. Não tem repouso; dirige constantemente ao Pai clamores de perdão em nosso favor. Jesus nos encobre com o Coração e nos preserva dos golpes da cólera divina provocada por nossos incessantes pecados. Seu Coração aí está como sobre a Cruz, aberto e deixando correr sobre as nossas cabeças torrentes de graça e de amor. Aí está para nos defender dos nossos inimigos, qual mãe que, a fim de proteger o filho de um perigo, o estreita ao coração pata que ele somente seja atingido depois dela.

“E mesmo que a mãe esquecesse o filho, nos diz Jesus, jamais vos esquecerei!” (Is 49,15).

Conservai-vos, portanto, bem pequenino sobre o Coração do Divino Mestre, como a criancinha, amedrontada, se refugia no regaço materno.

Fonte: cleofas

Adaptação: Orador do Poder

A Oração do Abandono

O padre Foucauld foi um extraordinário homem de oração, entregue inteiramente a Deus, vivendo uma vida contemplativa nos desertos da África.

Na sua “Oração do abandono”, muito conhecida e rezada no mundo todo, ele deixou-nos uma síntese profunda do que deve ser a alma e a vida do homem voltado para Deus. Vale a pena recordarmos suas palavras e meditarmos na sua oração.

“Meu Pai, entrego-me a Vós!

Fazei de mim o que quiserdes.

Tudo o que quiserdes fazer de mim, eu Vos agradeço.

Estou pronto para tudo, aceito tudo, desde que Vossa vontade se realize em mim e em todas as Vossas criaturas.

Não desejo outra coisa, Senhor!

Deponho minha alma em Vossas mãos, com todo o amor do meu coração

Porque para mim é uma necessidade de amor dar-me e entregar-me em Vossas mãos

com confiança absoluta, porque sois meu Pai!”

Essa grande oração revela uma alma entregue totalmente a Deus porque confia n’Ele como o “meu Pai”.odomdesi

Abandonar-se de verdade em Deus é um dos passos mais difíceis para aqueles que buscam o Senhor. Somos profundamente arraigados em nós mesmos; fincamos em nós as raízes da nossa segurança pessoal. E Deus nos diz sem cessar: “Nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa” (Is 41,10).

Como é difícil confiarmos plenamente em Deus! Como é difícil lançarmo-nos no infinito amor e misericórdia do Seu coração!

Por mais que o Senhor manifeste, declare e prove Seu amor por nós, continuamos amarrados em nós mesmos, presos às nossas míseras forças, riquezas, poder, etc., como se isso pudesse, de fato, nos dar segurança e paz. Como nos enganamos! Ainda nos falta a fé. Caminhamos como os inseguros apóstolos do Senhor que, mesmo vendo os milagres de Jesus, ainda continuavam amedrontados e inseguros e sempre ouviam a mesma reprimenda do Senhor: “Como sois medrosos? Ainda não tendes fé?” (Mc 4,40).

Com que coragem o padre Foucauld disse ao Senhor: “Aceito tudo! Estou pronto para tudo!”

Quantos de nós estamos prontos para aceitar toda a vontade de Deus na vida? Na maioria das vezes, queremos que seja feita a nossa vontade, que se cumpram os nossos planos, que se estabeleça a nossa lógica.

A fé pressupõe aceitarmos a vontade de Deus; não reagirmos contra ela e nem nos revoltarmos contra seu cumprimento em nossa vida. É preciso sabermos dizer como o santo Jó que na mais profunda miséria, ferido de lepra “desde a planta dos pés até o alto da cabeça” (Jô 2,7b) soube responder com fé quando sua mulher lhe disse: “Amaldiçoa a Deus, e morrer!” (Jô 2,9b). A resposta de Jô é a de um verdadeiro homem de fé: “Falas como uma insensata. Aceitamos a felicidade da mão de Deus; não devemos também aceitar a infelicidade?” (Jô 2, 10a-b). E Jó venceu pela fé; soube abandonar-se em Deus. Foi justificado.cpa_em_busca_da_perfei_o_1

Os grandes homens e mulheres de Deus, de todos os tempos e de todos os lugares, foram aqueles que souberam confiar seu destino e sua sorte nas mãos dEle. São Paulo, na Carta aos Hebreus, afirmou que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6a) e ainda “Meu justo viverá da fé” (Hb 10,38a). E resumindo toda a importância da fé, declarou: “Foi ela que fez a glória dos nossos antepassados” (Hb 11,2). A partir daí, começou a narrar os grandes feitos de Abel, Enoc, Noé, Abraão, Sara, Isaac, Jacó, José, Moisés, Davi, Sansão, Daniel, etc. São Paulo mostrou o fruto da fé que nos leva a agir abandonados em Deus: “Graças à sua fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, viram se realizar as promessas. Taparam bocas de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, triunfaram de enfermidades, foram corajosos na guerra, e puseram em debandada exércitos estrangeiros” (Hb 11,33-34).

Cordeiro de Deus

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Que nos falte tudo, menos a fé e o abandono de nossa vida em Deus!

Prof. Felipe Aquino – Do Livro: “Em busca da Perfeição”

Fonte: cleofas

Adaptado por: Orador do Poder

Qual a vontade de Deus para minha vida?

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.” (Mt 6,33)

Muitas pessoas fazem essa pergunta: o que Deus quer que eu faça? Qual a vontade de Deus para a minha vida? Que profissão devo seguir? Qual a minha vocação? Todos nós passamos por esse momento de decisão.

Alguém disse que “a primeira vitória de um homem foi ter nascido”. De fato, esta é a maior graça; como disse São Paulo, “Deus nos desejou em Cristo antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante de seus olhos” (Ef 1,4). São Paulo exortava os efésios a que levassem “uma vida digna da vocação à qual fostes chamados” (Ef 4,1).

Portanto, qualquer que seja a nossa atividade ou estado de vida, o mais importante é valorizar a vida, dom precioso de Deus.

O nosso Catecismo diz que “o homem é, por natureza e por vocação, um ser religioso” (§44) e o Papa João Paulo II disse certa vez: “Não tenhais medo da santidade, porque nela consiste a plena realização de toda a autêntica aspiração do coração humano” (L’Osservatore Romano, 7/4/96).

“A santidade é a plenitude da vida.” (LR, N.20,18/5/96)

Mas, a busca da santidade não está desatrelada da vida cotidiana, muito ao contrário, é inserida nela que se realiza. É no mundo do trabalho, da família, da ciência, da política, etc., que a vocação à santidade deve se realizar. Jesus pediu ao Pai: “Pai, não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal…” (Jo 17,15).

Já vimos que o “o trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (§378).

Portanto, é necessário que cada um, com os talentos que Deus lhe deu, escolha e viva bem a sua profissão, e realize a sua vocação. Sabemos o quanto Jesus enfatizou a importância de não enterrar os talentos que Deus nos deu. Ele nos pedirá contas do que fizemos com eles.

Rezemos:

Glória a Deus nas alturas

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo na glória de Deus Pai. Amém

O mais importante é o amor

Qualquer que seja a profissão a se escolher, esta deve estar a serviço do amor a Deus e ao próximo. E a primeira maneira de amar bem é trabalhar bem, pois assim estaremos servindo bem os outros. O Papa Paulo VI disse que “o amor é a vocação fundamental do ser humano” (Persona humana, 7).

É preciso que cada um de nós encontre o seu lugar, tanto na sociedade quanto na Igreja, sem desperdiçar a vida, o tempo e os talentos, pois os outros precisam de nós. Acumula méritos diante de Deus quem “faz o bem sem olhar a quem”. Ninguém pode se sentir inútil ou desnecessário neste mundo, pois para todos Deus tem uma missão, seja solteiro ou casado. “Quem não vive para servir não serve para viver”, diz um ditado. Amar é servir; e é isso que nos faz felizes e santos. Fazer o bem faz bem. Dom Bosco disse que “Deus nos colocou neste mundo para os outros”. Charlie Chaplin disse que “O homem não morre quando deixa de viver, morre quando deixa de amar”.

No amor está a força da vida. Amar é dar-se; de maneira espontânea, voluntária e desinteressada; muito mais do que dar coisas aos outros, é dar-se a si mesmo; sua dedicação, seu tempo, seu coração.

Só o amor constrói o homem e o mundo. Ele nunca morre ou acaba, mesmo que seja pregado numa Cruz. A razão da frustração do homem pós-moderno é que ele dominou o mundo e as estrelas, mas não aprendeu a amar o irmão que está a seu lado. Só uma vitória do amor pode dar paz e felicidade ao mundo.

Há muitas pessoas que ainda são más porque ainda não fizeram a experiência do amor; nunca foram suficientemente amadas. “O amor é a asa que Deus deu à alma, para que possa subir até ele”, disse Michelangelo. A falta de amor desintegra o homem e a humanidade.

Sabemos que a árvore que retiver os seus frutos perece. É preciso ser como a árvore, saber dar os seus frutos a qualquer um que se achega. Deus se dá aos que doam. Ninguém é pobre e infeliz quando ama. Nos enriquecemos pelo que damos, muito mais do que pelo que temos. O verdadeiro amor começa onde não espera nada em troca.

Mas para que você possa se dar, é preciso que você se possua. Ninguém dá o que não tem; ninguém dá aquilo que não possui; se você não se possui, não se domina, não têm o controle sobre as suas paixões, então, será difícil se doar aos outros. Esta é uma razão clara porque muitos são egoístas.

Alguém disse: Procurei a mim não me encontrei, procurei a Deus e não o encontrei, procurei o meu irmão e achei os três.

Amar é uma decisão consciente de ir ao encontro dos outros e dar-se a eles. Isto faz você feliz. Tudo aquilo que você encontra em seu caminho deve ser olhado como uma oportunidade de amar. O verdadeiro amor torna-nos livres porque nos liberta das coisas e de nós próprios.

Amar não é uma opção de momento, mas uma opção de cada momento. Não é um ato sentimental, é uma decisão. Jesus mandou que nos amássemos como Ele nos amou. E como Ele nos amou? Numa cruz. Não há nada de romântico e sensual numa cruz; mas há uma decisão.

O único “Império” que sobreviveu dois mil anos foi o que Jesus Cristo fundou sobre o amor, e até hoje milhões morreriam por ele. Só dura para sempre o que é feito por amor. O amor regozija-se com a felicidade do outro e dela faz a sua própria felicidade.

Duas coisas são necessárias para transformar uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios. Sabemos que não falta pão no mundo para todos se alimentarem; há muito mais do que o necessário, mas falta amor e os homens acabam carentes de pão.

Disse Madre Tereza de Calcutá que: “Um coração alegre é o resultado normal de um coração inundado de amor”.

Para amar é preciso estar disponível. Se alguém o procura com frio, é porque sabe que você tem o cobertor. Se alguém o procura com lágrimas, é porque sabe que você tem palavras de conforto. Se alguém o procura com dor, é porque sabe que você tem o remédio. Se alguém o procura com fome, é porque sabe que você tem alimento. Se alguém o procura com dúvidas, é porque acredita que você tem a orientação que ela precisa. Se alguém o procura com desânimo, é porque acredita que você tem fé. Ninguém chega por acaso a você!

Prof. Felipe Aquino

Fonte: cleofas

Adaptado por: Orador do poder

Oração que nos traz a certeza de que Jesus escuta nossas súplicas.

Estava uma pobre mulher a gritar implorando a Jesus por misericórdia da sua filha, achando que o Senhor não a escutava ela deitou na frente de Cristo e gritou, “Senhor Socorre-me”, talvez seja essa a menor oração, talvez existem momentos na nossa vida em que só conseguimos dizer: Senhor, socorre-me.
Às vezes nosso coração incrédulo não tem a certeza de que somos ouvidos, mas basta um único gesto de fé para percebermos a doce presença de Cristo a nos escutar, assim rezemos:

“Senhor na certeza de que Tu nos escuta, nós colocamos diante de Ti para vivenciarmos o amor misericordioso que nos cerca.
Acima disso escutamos a sua voz a nos dizer, vá seja feita conforme tua fé.
Assim Jesus, nessa certeza de que nos escuta e de que em alguns momentos ou muitos o nosso querer, pela fé, encontra o seu querer.
Por isso arranque de nós toda angústia, incertezas, desânimo e encha-nos de esperança, pois nela vemos nossa dor dissipando s nossos medos entregues em suas mãos acolhedoras.
Por Nosso Senhor Jesus, amém!”

Essa oração deve ser permeada de todos os nossos sentimentos e a verdade de nosso coração, sem culpa, sem nos martirizarmos, confiantes apenas na misericórdia de Cristo e que não há condenação de um coração arrependido, experimentem assim essa graça e sejam portadores dessa paz.

O mistério de Cristo em nós

Cristo agindo em nós, vivendo em nós, sofrendo em nós… transforma nossa vida humana em divina; nossos atos mortais em atos eternos!

São Paulo disse: “Vós sois o corpo de Cristo, e cada um de sua parte é um dos seus membros” (1 Co12,27). E santo Agostinho disse que “Não estamos destinados a ser outra coisa senão Ele”. Este é o fundamento de toda a espiritualidade. A vida espiritual consiste essencialmente em levar uma vida plena em Cristo.

A Igreja ensina que toda alma em estado de graça é filha de Deus. Jesus Cristo ao nos resgatar do pecado e da morte eterna não nos quis fora de Si; mas unidos a Ele, um só com Ele. São Paulo ensina que pelo Batismo “fomos enxertados em Cristo” (Rom 6,5). “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Aquele que se une ao Senhor forma um mesmo espírito com Ele” (1 Cor 6,15-18).

O próprio Jesus ensinou isso: “Eu sou a videira e meu Pai é o vinhateiro; todo o ramo que em Mim não der fruto será cortado; e todo que der fruto será podado, para que produza mais… Como o ramo por si mesmo não pode dar frutos, se não está unida à videira, assim também vós não o podereis dar, se não estiverdes em Mim” (Jo 15,5s).

o_dom_de_siSão Paulo tem uma expressão muito especial: “Revesti-vos de Jesus Cristo” (Gl 3,27). Quer dizer, não se trata apenas de nos assemelharmos externamente a Ele, de termos os seus mesmos sentimentos, que já é bastante, mas muito mais, de sermos revestidos de sua Pessoa; de entrar na participação do ser mesmo de Jesus Cristo.

Seremos participantes da vida de Cristo, se por um lado, Ele fizer a nossa vida a Sua; e por outro lado, fizer de Sua vida a nossa. São João Crisóstomo (†407), doutor da Igreja e mártir da Igreja de Constantinopla, dizia: “De judeus, de pagãos, passamos a ser o que? Anjos? Não. Cristos ambulantes, outros Jesus” (Sobre a Ep. aos Gálatas).

O grande sacerdote francês, Raul Plus, escreveu muitos livros de espiritualidade. Um deles é o “Cristo em nós”, outro é “Deus em nós”. Nesta reflexão resumo um pouco do seu pensamento.

Tudo o que um cristão faz, não faz só; Cristo opera com ele e nele. Deus nos ressuscitou em Cristo, disse São Paulo, e nos fez sentar com Ele no céu. Com Ele penetramos no céu e fomos confirmados no direito ao Paraíso. Assim, quando um sofrimento atinge o cristão, atinge o Cristo da mesma forma; por isso Jesus perguntou a Paulo: “Por que tu Me persegues?” (At 9,4).

As igrejas de Viena e de Lião, narrando o martírio de Sanctus, diziam: “Todo o corpo era uma chaga, mas Cristo, que sofria nele, mostrava que nada é insuportável, quando há amor a Deus”.

Quando o menino de 13 anos, José Luiz Sanches del Rio, ao ser fuzilado no México, na perseguição à Igreja, em 1926, ainda pode escrever com seu dedinho na terra, com seu sangue: “Viva Cristo Rei!”

Os mártires não tinham dúvida de que Cristo sofria neles e com eles, como testemunhou Santa Felicidade, que na prisão de Cartago, no século III, antes de ser lançada às feras no anfiteatro, respondeu ao carcereiro, que na hora do suplício Cristo estaria nela e sofreria por ela, porque ela iria sofrer por Ele. É isso que explica como os mártires de todos os séculos puderam suportar com tanta coragem e resignação os terríveis tormentos dos martírios.

Santo Agostinho disse, na época da perseguição dos bárbaros em Hipona: “A Igreja sofria em Cristo, quando Ele sofria por ela: Cristo por sua vez sofria na Igreja, quando ela sofria por Ele”.

Todas as ações do cristão em estado de graça podem ser encaradas como ações de Cristo. Quando oramos, Jesus ora conosco; quando sofremos, Cristo sofre conosco; quando trabalhamos, Cristo trabalha conosco; quando pregamos, Cristo prega conosco. Quando praticamos a humildade nos unimos ao mistério do aniquilamento de Cristo. Quando amamos, Cristo ama conosco. Quando vivemos por Jesus, Jesus vive em nós. Quando praticamos a pobreza, esta se une à Sua pobreza no Presépio…

virtudes_rarasCristo agindo em nós, vivendo em nós, sofrendo em nós… transforma nossa vida humana em divina; nossos atos mortais em atos eternos. Importa “ouvir” as Suas inspirações no fundo de nossa alma.

Não foi sem razão que São Paulo disse aos colossenses: “completo na minha carne o que falta à Paixão de Cristo no Seu corpo que é a Igreja” (Col 1,24). A Paixão de Cristo não estará completa enquanto cada um dos seus membros não sofrer a sua paixão. Da mesma forma a Ressurreição também não estará completa enquanto cada um dos seus membros não estiver ressuscitado. Em nós, Jesus se continua e se completa. Por isso, santa Elizabeth da Trindade se oferecia a Ele para ser “um acréscimo de Sua humanidade”.

Quando Cristo se oferece ao Pai, em cada Missa, cada membro deve estar unido a Jesus e se oferecer também ao Pai, junto com Jesus, pela salvação do mundo, com cada um dos seus sacrifícios. Na Eucaristia deve haver o encontro de duas hóstias: a grande Hóstia, Cristo, a Vítima oferecida em sacrifício à Justiça divina, unida à pequena hóstia oferecida com Ele.

Assim, o cristão se torna de fato “alther christus”, um outro Cristo que vive e caminha no meio dos homens.

Prof. Felipe Aquino

Vamos orar:

Ato de esperança

Eu espero, meu Deus, com firme confiança, que pelos merecimentos de meu Senhor Jesus Cristo, me dareis a salvação eterna e as graças necessárias para consegui-la, porque vós, sumamente bom e poderoso, o haveis prometido a quem observar fielmente os vossos mandamentos, como eu prometo fazer com o vosso auxílio.

Fonte: cleofas.com.br

Adaptado por: Orador do Poder

Abra seu Coração

A sala estava repleta de convidados, todos curiosos para ver a obra de arte, ainda oculta sob o pano branco.

Falava-se que o quadro era lindo.

As autoridades do local estavam presentes, entre fotógrafos, jornalistas e outros convidados, porque o pintor era, de fato, muito famoso.

Na hora marcada, o pano que cobria a pintura foi retirado e houve caloroso aplauso. O quadro era realmente impressionante.

Tratava-se de uma figura exuberante de Jesus, batendo suavemente na porta de uma casa.

O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta Ele desejava ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte perfeita.

Contudo, um observador curioso achou uma falha grave no quadro: a porta não tinha fechadura. Dirigiu-se ao artista e lhe falou com interesse: a porta que o senhor pintou não tem fechadura. Como é que O Visitante poderá abri-la?

É assim mesmo, respondeu o pintor calmamente.

A porta representa o coração humano, que só abre pelo lado de dentro.

Muitas vezes, mal interpretado, outras tantas, desprezado, grandemente ignorado pelos homens, o Cristo vem tentando entrar em nossa casa íntima há mais de dois milênios.

Conhecedor do caminho que conduz à felicidade suprema, Jesus continua sendo a visita que permanece do lado de fora dos corações, na tentativa de ouvir se lá dentro alguém responde ao seu chamado.

Todavia, muitos o chamamos de Mestre, mas não permitimos que Ele nos ensine as verdades da vida…

Grande quantidade de cristãos, falam que Ele é o médico das almas, mas não seguem as prescrições Dele…

Ore:

Ó Meu Jesus

Ó, Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém

Fonte: cleofas.com.br

Adaptado por: Orador do Poder

A Oração na Vida Cristã

A oração é falar com Deus; conversar com nosso Pai do Céu, com Jesus…

Neste diálogo o mais natural é que digamos louvores, demos graças, peçamos perdão ou imploremos pelo que necessitamos.

Para um cristão orar é um dever. Se considerarmos bem: tamanha a nossa sorte, poder falar com Deus ou coma Virgem, com simplicidade e confiança de um filho com seu pai, com sua mãe! Porque eles são isto para nós; e sabemos que nos amam e que podem tudo.

Deus escuta sempre nossas orações; diz a Bíblia: “Me invocarão, e eu lhes escutarei” (Jr 29,12); “Pedi e recebereis” (Jo 16,24).

O que é orar?

Orar é dialogar com Deus, nosso Pai celestial, para escutá-lo, louvá-lo, dar-lhe graças e pedir-lhe aquilo que nos convém.

Temos obrigação de orar a Deus?

Sim, temos obrigação de orar a Deus; mas não somente obrigação, mas necessidade, porque Deus é nosso Senhor e nosso Pai, porque Jesus Cristo nos manda e porque a oração é o meio simples de alcançar a graça e os demais benefícios de Deus. São Afonso Maria de Ligório ensinava claramente: “aquele que não reza, não se salva”.

Deus escuta sempre nossas orações?

Sim, Deus escuta sempre nossas orações e nos concede o que é mais conveniente para nossa salvação.

De quantas maneiras pode ser a oração?

A oração pode ser mental e vocal; ou seja, feita somente com a mente ou feita com palavras ditas com atenção.

Devemos orar à Santíssima Virgem Maria?

Sim, devemos orar à Santíssima Virgem Maria porque é a Mãe de Deus e é nossa Mãe que intercede por nós e a qual Jesus nada negará quando fale de nós. A história da Igreja está marcada pela experiência de que Maria Santíssima nossa Mãe escuta sempre a seus filhos. Como bem diz uma antiga oração cristã: “jamais ouviu-se dizer que algum dos que acudiram a tua proteção, implorando teu auxílio, tenha sido abandonado por ti”.

Devemos orar também ao anjo custódio e aos santos?

Sim, devemos orar ao anjo custódio porque está a nosso lado sempre para ajudar-nos, e aos santos porque intercedem por nós perante Deus.

Pai-Nosso

Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra, como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Fonte: acidigital

Adaptado por: Orador do Poder